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A década de 60 e 70 nos Estados Unidos foram
movimentadas por vários conflitos internos externos. Com a economia em
recuperação pós Segunda Guerra Mundial, e os esforços do governo em se garantir
como potência militar e econômica no mundo durante a Guerra Fria, levaram o
país a uma instabilidade social em determinados grupos, principalmente aos
grupos dos latinos e dos negros. A sombra de uma “ameaça” comunista que
avançava pelo mundo, levou o governo Kennedy a tomar medidas de “proteção” a
nação norte-americana, com novas políticas e um “New Deal moderado”,
afim de tentar resolver problemas sociais antigos que assolavam os EUA. As
medidas não surtiram o efeito desejado, a vontade de se combater os avanços
comunistas pelo mundo, levou os EUA a conflitos internacionais, como a guerra
do Vietnã, uma das mais sangrentas guerras ocorridas no mundo contemporâneo,
além do risco de um conflito nuclear ao qual os americanos foram comprometidos
por seus líderes.
O desejo em se combater ameaças externas, levou o país
a uma crescente desigualdade, e os problemas internos se agravavam cada vez
mais. O movimento racista e a supremacia branca ganhavam forças nos EUA ao
decorrer de suas práticas imperialistas pelo mundo, o que levou também a uma
explosão de movimentos sociais e antirracistas, além das lutas civis pela paz,
cultura e liberdade. “Para os negros, opina o historiador Robin Kelley, Johnson
não fez uma “guerra” contra pobreza, mas sim uma “escaramuça”, que teria pouco
impacto no longo prazo, especialmente durante os governos de Richard Nixon e
Gerald Ford, que gradualmente revogariam os programas moderados de Johnson. A
economia mudou nessa época, afetando os trabalhadores em geral, mas
especialmente as pessoas dos bairros pobres e negros das grandes cidades.” [1] A violência militar
aumentou durante a década de 60, a “crise de autoridades” assolavam as minorias
e os seus movimentos de reivindicação que aconteciam no país, o presidente
Richard Nixon foi um dos responsáveis pelo aumento da repressão militar, em seu
discurso sobre o combate às drogas, Nixon chegou a dizer que os problemas
sociais nos EUA eram devido ao consumo de drogas, “O inimigo público número um
da América nos Estados Unidos é o abuso de drogas”, a partir dessa declaração,
ele concebeu o chamado “guerra às drogas”. Esse combate ao uso de drogas, levou
a população mais pobre e a população negra a um grande conflito com a polícia,
já que as forças militares acreditavam que os maiores usuário de produtos
ilícitos estavam nas periferias americanas.
[1] PURDY, Sean. "Rupturas do Consenso, 1960-1980". In: KARNAL, Leandro et. al. História dos Estados Unidos: das origens ao século XXI. São Paulo, Contexto, 2007.
Os movimentos sociais começam a se manifestar com mais
vigor, entre esses movimentos surgem os Panteras Negras, que saíram
em defesa da população afro-americana. Nessa defesa, havia um enorme combate à
violência policial contra os negros na década de 1960, e uma intensa luta pelos
direitos civis dos afro-americanos, já que existia um apartheid no país. Quando o movimento se tornou um partido
político, havia um projeto revolucionário nesse movimento, que era de se
combater a desigualdade e as injustiças promovidas contra a população negra.
Para os Panteras Negras, a luta armada pela autodefesa contra o Estado era válida
e essencial, nessa revolução, havia por base conceitos marxistas, como uma
autogestão, onde a própria população negra poderia se autogovernar (ela seria a
classe do proletariado) e poderiam realizar seus próprios projetos sociais,
afim de melhorar a sua comunidade. Seu movimento foi duramente perseguido por
órgãos oficiais de governo e até mesmo pela própria FBI, que realizou diversas
ações afim de derrubar o movimento, o que acabou acontecendo em 1980, onde o
grupo chegou ao seu fim.
Antes da formação do grupo dos Panteras Negras, os EUA
tiveram nomes fortes na defesa do direito civil afro-americanos, dentre esses
nomes temos Martin Luther King, Malcon X, que foram fundamentais para que a voz
negra fosse ouvida naquela sociedade. Essa reivindicação seria continuada pelo
movimento dos Panteras posteriormente, a população negra não possuía direitos
civis, principalmente nos estados do sul, onde o racismo é intenso devido ao
seu passado escravocrata. A separação de serviços públicos entre brancos e
negros, era algo praticado no dia-a-dia, e essa separação situava em ônibus,
restaurantes, banheiros públicos e em outros setores da sociedade, muitas
universidades e até escolas não aceitavam inscrições de negros, gerando cada
vez mais uma segregação na sociedade americana.
- PURDY, Sean. "A Era Progressista" e
"Décadas de Discordância". KARNAL, Leandro et. al. História dos
Estados Unidos: das origens ao século XXI.
- PURDY, Sean. "Rupturas do Consenso, 1960-1980".
In: KARNAL, Leandro et. al. História dos Estados Unidos: das origens ao século
XXI. São Paulo, Contexto, 2007.
- PURDY, Sean. "A Segunda Guerra e os EUA como
"World Cop". In: KARNAL, Leandro et. al. História dos Estados
Unidos: das origens ao século XXI. São Paulo, Contexto, 2007.
